O Que Fazer em Toronto - Roteiro Autêntico De um Guia local

Guia completo de Toronto que ajuda a escolher atrações por ritmo, interesse e região, com dicas locais de horários, ingressos, comida e transporte.
Introdução
Toronto tem atrações demais para uma viagem curta. Quem tenta encaixar tudo costuma passar o dia em deslocamentos, filas e fotos apressadas.
Depois de mais de 15 anos explorando a cidade, aprendi que o melhor roteiro começa com uma escolha simples: defina o ritmo da viagem e escolha poucas paradas que façam sentido juntas. A CN Tower, o St. Lawrence Market, o ROM e o Distillery District continuam sendo ótimos pontos de partida, mas cada um funciona melhor para um tipo de dia.
Se é sua primeira vez em Toronto, comece pelos clássicos e deixe espaço para caminhar, comer bem e descobrir um bairro sem pressa. É assim que a cidade fica mais gostosa de conhecer.
Escolha seu ponto de partida
| Se você quer… | Comece por… | Como usar este guia |
|---|---|---|
| Ver Toronto pela primeira vez em um dia | CN Tower, St. Lawrence Market e uma parada no centro ou no Distillery District | Escolha duas ou três paradas e agrupe o que fica perto. |
| Ficar dois ou três dias | Os clássicos do centro, um museu ou aquário, e um bairro para explorar com calma | Use as seções de atrações para montar cada dia por região e interesse. |
| Viajar com crianças | Ripley’s Aquarium, Ilhas de Toronto ou Toronto Zoo | O aquário é a opção mais prática no centro; as ilhas são melhores nos meses quentes; e o zoológico pede boa parte do dia. |
| Escapar do frio ou da chuva | ROM, Ripley’s Aquarium e PATH | Monte um dia mais concentrado no centro e confirme os horários antes de sair. |
| Conhecer uma Toronto menos turística | St. Lawrence Market, Distillery District, Chinatown, Kensington e a orla | Escolha um ou dois bairros e dê tempo para caminhar, comer e observar a cidade. |
Meu conselho é simples: não tente cumprir uma lista de 26 lugares. Escolha o que combina com a sua viagem e use este guia para decidir onde vale passar mais tempo. Se preferir ajuda para organizar essas escolhas em um roteiro personalizado, conheça o meu serviço de planejamento de viagem.
Em Ontário, o imposto de 13% (HST) se aplica a muitos produtos e serviços e pode não estar incluído no preço anunciado.
Todos os preços neste artigo estão em dólares canadenses (CAD).
1. CN Tower
Cartão-postal e verdadeiro ponto de orientação da cidade, a CN Tower é uma daquelas atrações raras que impressionam tanto quem chega pela primeira vez quanto quem já mora aqui.
Mesmo depois de incontáveis passeios guiando turistas, a CN Tower ainda me dá arrepios quando piso no chão de vidro. Com 553,33 metros de altura e mais de dois milhões de visitantes por ano, ela foi a estrutura livre mais alta do mundo por 32 anos e continua sendo a torre mais alta do Hemisfério Ocidental. Para quem mora em Toronto, ela também funciona como uma bússola: avistou a torre, encontrou o centro.
Vale a pena visitar a CN Tower?
Vale principalmente para quem está conhecendo Toronto pela primeira vez, gosta de fotografia ou quer enxergar a cidade de cima. Reserve cerca de duas horas para fazer a visita sem pressa. Se a vista panorâmica não for prioridade, você ainda pode apreciar a torre de vários pontos do centro sem comprar ingresso.
O ingresso comum dá acesso ao Nível Principal de Observação, a 346 metros, e ao Nível Inferior, a 342 metros. O elevador chega lá em cerca de 58 segundos, a uma velocidade de 22 km/h. Se tiver medo de altura, é melhor fechar os olhos!
No nível inferior fica o famoso chão de vidro. Nunca esqueço a primeira vez que levei meus sobrinhos: eles correram e começaram a pular, enquanto minha cunhada avançava centímetro por centímetro. É seguro — o vidro suporta o peso de 35 alces — mas olhar 113 andares para baixo continua me dando um frio na barriga.
Quem quiser subir ainda mais pode acrescentar The Top (o ponto de observação mais alto da torre), a 447 metros, ao ingresso. Em dias muito claros, a vista pode alcançar cerca de 160 quilômetros, chegando à região das Cataratas do Niágara e ao estado de Nova York.
Melhor horário e condições de visibilidade
Para encontrar menos gente, costumo recomendar um dia de semana antes das 11h ou as noites após as 19h. Essas são as janelas ideais.
Pôr do sol mágico
Se preferir ir à noite, siga a regra de ouro: chegue uma hora antes do pôr do sol.
Você basicamente ganha três experiências com um ingresso só — Toronto de dia, a golden hour e a cidade acendendo à noite.
Confira a previsão e as imagens ao vivo da CN Tower antes de sair. Minha regra prática é simples: se você não enxerga o topo da torre do chão, não verá o chão do topo.
Ingressos e níveis de observação
Para visitar a CN Tower, eu recomendo comprar o ingresso online. Na opção de entrada com horário marcado (Timed General Admission), você escolhe a data e o horário da visita ao comprar.
Os ingressos custam:
- Adulto (14 a 64 anos): $47
- Sênior (65+): $34
- Jovem (6 a 13 anos): $34
- Criança (3 a 5 anos): $18
- Até 2 anos: gratuito
O ingresso vale para a data e o horário escolhidos, e você pode permanecer na torre até o fechamento. Os níveis Principal e Inferior estão incluídos. O acesso ao The Top custa mais $12 e depende de disponibilidade.
Para quem tem pouco tempo em Toronto ou prefere uma visita mais confortável, eu consideraria o ingresso Premier. Ele custa $99 por adulto e $76 para sêniores, jovens e crianças, mas permite escolher o dia e chegar no horário mais conveniente, com check-in e elevadores prioritários e acesso a todos os níveis de observação, incluindo o The Top. É a opção mais cara, mas faz sentido quando você prefere aproveitar melhor o dia em vez de perder tempo em filas.
Os ingressos da CN Tower não são reembolsáveis. Os ingressos podem ter a data ou o horário alterados pelo portal oficial, no máximo duas vezes e antes do início do horário original, sujeitos à disponibilidade. O portal mostra apenas os próximos 30 dias de disponibilidade, então escolha a nova data e horário com cuidado.
360 Restaurant: quando o jantar substitui o ingresso
O 360 Restaurant é meu jeito favorito de aproveitar a torre. O salão completa uma volta a cada 72 minutos, permitindo ver todo o panorama sem sair da mesa.
O consumo mínimo é de $75 por adulto e $40 por criança de 4 a 12 anos. A reserva inclui a subida e o acesso aos níveis Principal e Inferior depois da refeição; não é preciso comprar outro ingresso para esses dois níveis.
Se for ao 360, use a fila dedicada do elevador do restaurante. Minha espera mais longa foi de cinco minutos, mesmo em um sábado de julho.
Você paga pela combinação de refeição e vista, portanto, não é a opção mais barata. Ainda assim, pode fazer mais sentido do que pagar separadamente pela torre e por um jantar.
As mesas na janela são distribuídas por ordem de chegada; um pedido feito na reserva não garante uma delas. A garantia está incluída apenas em um pacote específico do restaurante. No verão e em feriados, reserve com antecedência.
Posso levar lanche?
Se decidir pular o restaurante, a CN Tower permite levar alimentos e bebidas não alcoólicas. Isso ajuda bastante quem viaja com crianças ou prefere fazer apenas um lanche durante a visita.
EdgeWalk e as subidas beneficentes
Para quem procura adrenalina, a EdgeWalk é uma caminhada externa a 356 metros de altura, numa plataforma de 1,5 metro de largura ao redor do 116º andar. A experiência completa dura cerca de 90 minutos, com aproximadamente 30 minutos do lado de fora.
O preço é a partir de $199 e inclui vídeo, duas fotos impressas, certificado e acesso ao restante da torre, inclusive ao The Top. Eu entendo perfeitamente quem prefira ficar do lado de dentro.
Duas vezes por ano, a torre recebe subidas beneficentes pelos seus 1.776 degraus: uma na primavera, em apoio à conservação da natureza e à proteção da vida selvagem; outra no outono, em apoio ao combate à pobreza e ao fortalecimento das comunidades da região de Toronto. É o tipo de experiência que rende história por muito tempo! E, se você subir tudo isso, vai ter motivo de sobra para contar vantagem tomando caipirinha no Brasil. Acompanhe as datas nos canais oficiais.
Endereço: 290 Bremner Blvd, Toronto
Tempo recomendado: cerca de 2 horas
Horário: das 9h às 23h, com última entrada às 21h30.
2. Casa Loma
O castelo de conto de fadas de Toronto, a Casa Loma, combina grandiosidade, história e romance — com torres, passagens secretas e jardins exuberantes.
Vale a pena visitar a Casa Loma?
Quando conheci a Casa Loma com a minha irmã, há 15 anos, nunca imaginei que ela se tornaria um dos meus lugares preferidos para apresentar como guia local. A visita vale principalmente para quem gosta de arquitetura, história e fotografia. Famílias também costumam se divertir com as torres, as passagens secretas e o túnel que leva aos antigos estábulos.
Sir Henry Pellatt começou a construir sua casa dos sonhos em 1911, para viver ali com sua esposa, Mary. A obra levou quase três anos, envolveu 300 trabalhadores e custou $3,5 milhões na época (cerca de $100 milhões em valores atuais). Quando ficou pronta, em 1914, a Casa Loma reunia salões decorados, torres, passagens secretas, estábulos e obras de arte trazidas do Canadá e de outros países.
Lady Mary mantinha uma agenda intensa de recepções, e a Casa Loma também servia como palco para eventos da alta sociedade de Toronto. Apesar de toda a grandiosidade, o casal viveu no castelo por menos de dez anos. Dificuldades financeiras levaram Sir Henry a deixar a propriedade em 1924.
Quanto tempo reservar e quando chegar
Reserve cerca de duas horas para conhecer a Casa Loma sem correr. Se você é como eu e ama fotografia, pode facilmente passar mais tempo.
Eu prefiro chegar na abertura, principalmente no verão. As manhãs dos dias de semana costumam ser mais tranquilas e, no fim da manhã, começam a chegar os ônibus de excursão. Chegando cedo, você também aproveita melhor os jardins, a biblioteca e os salões antes que fiquem cheios. E, acredite, ter o jardim ou a biblioteca quase só para você vale a pena.
Se quiser subir às torres, faça isso no começo da visita. A Scottish Tower fecha mais cedo em alguns dias por causa da programação do Escape Casa Loma, enquanto a Norman Tower pode continuar aberta. Confira os horários oficiais antes de ir.
Ingressos da Casa Loma
Os preços dos ingressos são:
- Adultos (18 a 64 anos): $45
- Pessoas a partir de 65 anos: $40
- Jovens (14 a 17 anos): $40
- Crianças (4 a 13 anos): $30
- Crianças de até 3 anos: entrada gratuita acompanhadas de um familiar adulto pagante
Os ingressos vendidos online são válidos para a data escolhida. Nos fins de semana de verão, feriados e períodos com programação especial, eu prefiro comprar com antecedência para não depender da disponibilidade na hora.
Como aproveitar melhor a visita
A visita à Casa Loma é autoguiada. Eu adoro isso, porque você pode explorar cada espaço no seu ritmo. O audioguia para celular está incluído no ingresso. Se preferir um aparelho, é possível alugá-lo na loja de presentes.
O audioguia está disponível em nove idiomas, incluindo inglês. Ainda não há português. Para quem não se sente à vontade com o inglês, a versão em espanhol pode ser a opção mais fácil. Leve fones de ouvido.
Antes de explorar o castelo, eu começaria pelo filme Pellatt Newsreel: The Man Who Built Casa Loma, no teatro do subsolo. O documentário dura 22 minutos, passa a cada meia hora e está incluído no ingresso. Ele ajuda a entender a história de Sir Henry antes de você entrar nos salões.
As torres têm escadas em caracol estreitas, e o túnel que leva aos antigos estábulos também tem escadas. Se você tem claustrofobia ou está com crianças pequenas, talvez seja melhor pular as torres ou subir quando houver menos gente.
A Casa Loma é uma boa opção para famílias, mas eu evitaria levar carrinho de bebê. Há muitas escadas, o elevador histórico não aceita carrinhos e algumas áreas não são acessíveis com eles. Um canguru ergonômico costuma facilitar bastante a visita.
Onde comer e qual estação escolher
Para um lanche rápido, há o Liberty Café no piso inferior. No verão, o Terrace Grill abre no terraço com vista para os jardins. Não é permitido levar comida ou bebida de fora para o castelo nem para as áreas externas.
No verão, os jardins de quase dois hectares ficam abertos e, à noite, a música ecoa pelo Glass Pavilion. A programação Summer Series inclui o Symphony in the Gardens, com concertos ao entardecer e o castelo ao fundo.
Na primavera e no outono, o clima é mais ameno e os jardins ficam no auge da floração ou ganham as cores do outono. Muitos moradores, inclusive eu, preferem visitar nessas épocas, principalmente para caminhar e fotografar. No Halloween, o castelo também recebe uma programação especial de terror pelos jardins e túneis.
No inverno, os salões ficam iluminados e decorados para as festas. Em dezembro, as crianças costumam adorar a árvore gigante do Great Hall, que tem cerca de 12 metros de altura.
Fora dos eventos sazonais, a programação também inclui jogos de escape nas torres, vendidos separadamente.
As datas e os horários dos eventos especiais mudam a cada temporada, e alguns exigem ingresso próprio. Confira o calendário oficial antes de escolher o dia da visita.
Endereço: 1 Austin Terrace, Toronto
Tempo recomendado: cerca de 2 horas
Horário: das 9h30 às 17h, com última entrada às 16h30
Ingressos, preços e horários oficiais · Acessibilidade · Eventos
3. Ripley’s Aquarium of Canada
Aos pés da CN Tower, o Ripley’s Aquarium mergulha você num mundo subaquático — de águas-vivas reluzentes a tubarões deslizando sobre a sua cabeça no túnel de observação mais longo da América do Norte.
Vale a pena visitar o Ripley’s Aquarium?
Para quem viaja com crianças ou gosta do mundo marinho, o Ripley’s é imperdível. Se você já conhece outros aquários grandes, ele não vai reinventar a roda. O percurso é fácil de seguir, e você chega muito perto dos animais.
O aquário abriga mais de 20 mil animais marinhos e de água doce, de mais de 450 espécies. No total, são 5,7 milhões de litros de água. O caminho conduz de um ambiente a outro sem exigir mapa, e o ponto alto é o Dangerous Lagoon. Uma esteira rolante atravessa o túnel subaquático de observação mais longo da América do Norte, enquanto tubarões, arraias e tartarugas-marinhas nadam ao redor e acima de você.
O preferido do meu sobrinho é o Planet Jellies: uma sala escura onde águas-vivas luminosas flutuam em tanques do chão ao teto. É estranhamente relaxante.
Quanto tempo reservar e quando ir
Reserve de duas a três horas para percorrer o aquário com calma. Com crianças ou se você gosta de parar para fotografar, conte com algo mais próximo de três horas.
Os horários de maior movimento são das 11h às 14h nos dias de semana e das 11h às 16h nos fins de semana e feriados. Eu prefiro chegar na abertura ou ir depois das 17h, quando o passeio costuma ser mais tranquilo.
O aquário abre até mais tarde, o que facilita encaixá-lo depois de outras atrações do centro. Algumas datas têm fechamento antecipado, portanto confira o calendário oficial ao escolher o dia.
Compre o ingresso online
Eu geralmente compro o ingresso com horário marcado pelo site do aquário. Além de evitar a fila da bilheteria, você garante a entrada na faixa escolhida. O horário marcado indica quando entrar, não quanto tempo ficar: há uma janela de uma hora para chegar e, depois da entrada, você pode fazer o percurso no seu ritmo.
Os valores são:
- Adultos (14 anos ou mais): $41
- Idosos (65 anos ou mais): $25
- Jovens de 6 a 13 anos: $25
- Crianças de 3 a 5 anos: $8,50
Depois das 17h, o ingresso Sharks After Dark dá acesso ao mesmo aquário com $5 de desconto. Para mim, é uma das melhores formas de combinar duas atrações vizinhas: na primavera, no outono ou no inverno, chegue à CN Tower cerca de uma hora antes do pôr do sol, aproveite a hora dourada e depois desça para o aquário. Além da economia, o movimento costuma ser menor do que durante o dia.
Crianças de até 2 anos entram gratuitamente.
Se você estiver com crianças
Os banheiros familiares, com trocadores, e a área de recreação no meio do percurso salvaram minha vida quando fui com meu sobrinho de dois anos. A área tem escorregador, parede de escalada e um submarino interativo, então funciona bem quando os pequenos precisam sair um pouco do ritmo das exposições. Comida de fora não é oficialmente permitida, mas, na prática, muitas famílias levam uma garrafinha de água e um lanchinho discreto para as crianças e aproveitam essa área para fazer uma pausa.
Se precisar de carrinho de bebê, prefira um modelo compacto. O aquário não permite carrinhos tipo wagon nem aqueles modelos grandes para corrida.
Em domingos selecionados, o Sensory Sunday Morning oferece iluminação mais clara, ambiente sem música e uma sala silenciosa para quem precisa de uma pausa. O evento acontece das 9h às 12h e está incluído no ingresso regular.
Não há reentrada, então resolva outras necessidades antes de começar o percurso.
Depois do aquário
Vejo muita gente sair do aquário sem explorar os arredores, e é uma pena, porque há lugares que muita gente nem percebe que estão ali. Meu preferido é o Roundhouse Park, o parque ferroviário histórico atrás do Ripley’s. A entrada no parque e o acesso às locomotivas e aos vagões expostos ao ar livre são gratuitos. Dá para chegar pertinho das locomotivas antigas e da plataforma giratória restaurada, uma parada que crianças costumam adorar.
Nos meses mais quentes, o trenzinho em miniatura percorre meio quilômetro de trilhos pelo parque. Esse passeio custa $10 por pessoa. Aos sábados, de maio a outubro, também há voltas gratuitas na plataforma giratória, desde que o tempo permita. Confira a programação do museu antes de ir, porque os dias e horários do trenzinho mudam ao longo da temporada.
O Roundhouse Park também abriga a Steam Whistle Brewery, uma cervejaria artesanal instalada no antigo galpão de tijolos. Fica a apenas dois minutos a pé da saída do Ripley’s. Depois do aquário, os adultos podem aproveitar para provar a pilsner produzida ali; o restaurante também tem comida e cardápio infantil. No verão, o pátio tem vista para o parque e para a CN Tower. Sentar com um pint vendo a torre é um ótimo brinde ao dia. E, se a criançada ainda tiver energia, o espaço aberto do parque deixa que elas corram um pouco e dá um respiro aos pais.
Endereço: 288 Bremner Boulevard, Toronto.
Tempo recomendado: de 2 a 3 horas.
Horário: das 9h às 23h; algumas datas têm fechamento antecipado.
4. Royal Ontario Museum (ROM)
O museu mais visitado do Canadá, o ROM é onde arte, história e natureza se encontram — de fósseis de dinossauros a múmias egípcias e culturas do mundo.
Vale a pena visitar o ROM?
Sempre incluo o Royal Ontario Museum (ROM) nos meus roteiros por Toronto porque ele reúne arte, cultura e natureza sob o mesmo teto. O acervo tem 18 milhões de obras, objetos culturais e espécimes de história natural, distribuídos por 40 galerias e espaços expositivos — embora você veja apenas uma parte disso durante a visita. Dá para passar dos dinossauros às múmias do Egito e, pouco depois, entrar em galerias dedicadas a culturas de diferentes partes do mundo.
Eu amo museus, mas sei que nem todo mundo gosta de história. Se você não tem interesse em exposições, está com pouco tempo em Toronto e não viaja com crianças, pense bem antes de incluir o ROM no roteiro.
Agora, se existe alguma curiosidade por história natural, arte ou culturas do mundo, vale a visita. Ele não é tão gigantesco quanto os grandes museus de Nova York ou Londres, mas ocupa uma manhã ou uma tarde muito bem.
Quanto tempo reservar para o ROM?
O ROM se espalha por quatro andares principais, então reserve de duas horas e meia a três horas. Não é preciso tentar ver tudo: pegue um mapa, escolha duas ou três áreas que realmente despertam sua curiosidade e explore com calma. Os dinossauros e a caverna dos morcegos costumam ser os queridinhos das crianças!
Qual é o melhor horário para visitar?
Prefira os dias de semana e, se puder, chegue perto das 10h. Por volta das 14h, muitas excursões escolares já foram embora. Fins de semana e dias chuvosos costumam atrair mais gente, mas o museu é grande e distribui bem o público; você sente mais o movimento perto das exposições mais concorridas.
Na terceira terça-feira de cada mês, a entrada para a maioria das galerias é gratuita das 16h às 20h30. Os ingressos precisam ser reservados com antecedência e são liberados duas semanas antes. Exposições especiais não estão incluídas. Espere mais movimento do que numa visita comum.
O ROM funciona bem em qualquer estação: é um programa confortável tanto nos dias quentes do verão quanto no frio do inverno.
Ingressos do ROM
Compre pelo site oficial do ROM. O ROM usa o sistema Plan Ahead Pricing: os valores mudam conforme a data e a procura, e comprar com antecedência costuma garantir um preço melhor. Consulte o calendário antes de escolher o dia, principalmente se quiser visitar uma exposição especial, que pode exigir ingresso separado.
O ROM com crianças
Para quem visita com crianças, a WonderWorks é uma galeria feita para explorar com as mãos e brincar, pensada principalmente para a faixa dos 3 aos 8 anos. Leve carrinho se estiver com criança pequena: a caminhada é longa. O museu tem estacionamento para carrinhos, mas o acesso pode ser limitado nos horários de maior movimento.
Além dos dinossauros e da caverna dos morcegos, vale procurar as galerias interativas no mapa antes de começar. Assim, você intercala as partes mais contemplativas com espaços onde as crianças podem se mexer e participar.
Tours e outras dicas para aproveitar melhor
Os tours conduzidos por voluntários duram 45 minutos, acontecem diariamente e estão incluídos no ingresso. Como os temas e horários variam, confira a programação do dia. Use calçados confortáveis e não tente transformar a visita numa corrida para cumprir todas as galerias.
Para complementar a visita, prefiro abrir os tours digitais gratuitos do ROM direto no navegador do celular. É mais fácil do que baixar o aplicativo: não precisa instalar nada e você acessa sempre a versão mais atualizada do conteúdo. Há áudios, imagens e curiosidades sobre exposições selecionadas.
Uma forma diferente de visitar o ROM
Se você viaja sem crianças e prefere um programa noturno, fique de olho no ROM After Dark. Em datas selecionadas, o evento recebe maiores de 19 anos com DJs, apresentações, comida e bebida, além do acesso a boa parte do museu. Não substitui a visita tradicional para quem quer examinar as galerias com calma, mas oferece outro jeito de aproveitar o espaço.
Endereço: 100 Queen’s Park, Toronto.
Tempo recomendado: de duas horas e meia a três horas.
Horário: normalmente de terça a domingo, das 10h às 17h30, com fechamento às segundas-feiras. Há exceções em feriados, eventos e datas especiais.
Ingressos: os preços variam conforme a data. Consulte o calendário e compre pelo site oficial do ROM.
5. Zoológico de Toronto
Um dos maiores zoológicos do mundo, o Toronto Zoo ocupa 710 acres (2,87 km²) — uma aventura de um dia inteiro em que você encontra mais de 3.000 animais distribuídos em sete áreas temáticas.
Vale a pena visitar o Toronto Zoo?
Moro em Toronto há tempo suficiente para saber que o tamanho do zoológico pega muita gente de surpresa. São 287 hectares, ou 710 acres, e mais de 10 km de caminhos. Não é um passeio para encaixar entre duas atrações: você passa boa parte do dia ao ar livre e anda bastante.
Por isso, eu faria uma escolha bem prática. Se você não gosta tanto de animais, tem pouco tempo na cidade e não está viajando com crianças, deixaria o zoológico para outra viagem. Mas, para quem ama vida selvagem ou está com filhos, vale reservar o dia. É o tipo de passeio que “zera a bateria” dos pequenos e rende memórias lindas para a família.
Planeje o percurso antes de começar
Assim que entro no zoológico, traço a rota. São sete regiões zoogeográficas e mais de 3.000 animais; tentar ver tudo sem um plano só aumenta a caminhada. Eu gosto de começar pela Savana Africana pela manhã, quando leões e girafas costumam estar mais ativos. Também não deixaria o Canadian Domain de fora. A área reúne bisões, ursos e outros animais nativos num vale tranquilo. Muita gente passa direto por ela, mas eu acho imperdível. Só tenha em mente que o acesso envolve uma ladeira bem íngreme.
Para famílias, o Discovery Zone merece espaço no roteiro. O Kids Zoo permite que as crianças se aproximem de animais domésticos, e o Splash Island tem dois acres de brincadeiras com água. No verão, leve roupa de banho para as crianças: o Splash Island está incluído no ingresso e pode render uma boa pausa no meio do passeio, principalmente em um dia quente.
Se quiser acrescentar um pouco de adrenalina, a TundraAir passa sobre a Tundra Trek e chega a 48 km/h; o ingresso é pago à parte. Quando meus pés pedem trégua, prefiro o Zoomobile. O passe para o dia todo custa $10; crianças de até 2 anos não pagam. Ele ajuda a alcançar áreas mais distantes sem fazer todos os 10 km de caminhos a pé.
Quanto tempo reservar e quando chegar
Reserve pelo menos seis horas; para conhecer o zoológico sem correr, eu separaria o dia inteiro. Com crianças pequenas, idosos ou alguém que tenha dificuldade para caminhar, planeje mais pausas e seja realista sobre a distância. Você não precisa cumprir o mapa inteiro para aproveitar.
Aprendi a chegar na abertura, às 9h30, principalmente nos dias de semana durante o período letivo. Há menos gente nas áreas mais populares, e muitos animais estão mais ativos pela manhã. Julho e agosto são meses bem concorridos, sobretudo nos fins de semana. Nessa época, começar cedo também ajuda a evitar o estacionamento mais cheio e o movimento de grupos perto do almoço.
Os horários de fechamento mudam conforme a estação. Antes de sair, consulte o calendário do dia no site oficial, inclusive os horários das atrações e atividades que você mais quer ver.
Ingressos do Toronto Zoo
O zoológico usa preços que variam conforme a data. Compre pelo site oficial do Toronto Zoo e, se puder, faça isso com pelo menos quatro dias de antecedência: a compra antecipada dá 5% de desconto. Crianças de até 2 anos não pagam.
Conforto faz diferença
Vá de tênis confortável e planeje pausas ao longo do dia. Se estiver com criança pequena, leve o próprio carrinho ou alugue um na entrada. Cadeiras de rodas são gratuitas, e há veículos elétricos de mobilidade para aluguel em quantidade limitada durante o verão. O Canadian Domain fica numa descida íngreme e não é recomendado para quem usa cadeira de rodas ou veículo elétrico de mobilidade.
Nos dias quentes, aproveite os pavilhões internos para descansar do sol. Quando minha irmã veio com um recém-nascido, um cantinho para amamentar na área da África salvou a nossa visita. Para quem precisa desses cuidados, o First Aid & Family Centre, entre o African Rainforest Pavilion e o Africa Restaurant, tem trocador, espaço para alimentar bebês e privacidade para amamentar.
Você pode levar comida e bebidas sem álcool. Eu prefiro preparar um piquenique e parar numa das áreas da Savana, onde às vezes aparecem pavões por perto. Se decidir comer num dos restaurantes, almoçar um pouco antes ou depois do horário mais concorrido evita boa parte da fila. Leve também uma garrafa reutilizável: há bebedouros e pontos para reabastecê-la.
Confira a previsão e vista-se de acordo. No verão, protetor solar, boné e roupa leve fazem diferença; nos dias frios, use camadas. O aplicativo do Toronto Zoo ajuda a localizar animais, atrações, restaurantes e banheiros. Mesmo com o mapa em mãos, não deixe o animal que você mais quer ver para a última hora: alguns animais podem se recolher para áreas internas e nem sempre permanecem visíveis até o fechamento.
Como chegar ao Toronto Zoo
O zoológico fica em Scarborough, no leste de Toronto, e exige mais planejamento do que as atrações do centro. De carro, siga pela Highway 401 até a saída 389, em Meadowvale Road. O estacionamento custa $20 por veículo.
Também é possível chegar de transporte público, mas as linhas que entram no zoológico mudam conforme a época do ano. Consulte o planejador de viagem da TTC no dia anterior e confirme se o ônibus vai até a entrada ou se será preciso fazer uma conexão. O tempo de viagem varia bastante conforme o trânsito, o ponto de partida e as linhas disponíveis na data da visita.
Endereço: 2000 Meadowvale Road, Toronto.
Tempo recomendado: pelo menos seis horas; de preferência, o dia inteiro.
Horário: normalmente abre às 9h30. O fechamento varia conforme a estação, e a última entrada acontece uma hora antes. Confira os horários da data da visita no site oficial.
Estacionamento: $20 por veículo.
Ingressos e horários do dia: consulte o site oficial do Toronto Zoo.
6. City Cruises Toronto
Um passeio de 60 minutos pela orla, o City Cruises mostra o skyline de Toronto visto da água — CN Tower, ilhas e a cidade inteira em um único panorama.
Vale a pena fazer o City Cruises?
O tour de 60 minutos é uma boa opção para quem quer fotografar Toronto da água, ouvir histórias sobre a cidade ou sentir a brisa do lago. Para famílias, é prático: nada de longas caminhadas; é só sentar e deixar as crianças se maravilharem com a paisagem. Viajantes solo e casais também aproveitam o clima descontraído: dá para trocar ideia com outros viajantes ou simplesmente apreciar a vista.
Um guia a bordo faz a narração ao vivo sobre a cultura e a história de Toronto. Mas as paisagens por si só já valem o passeio. No City Cruises, eu subo direto para o convés superior ao ar livre para garantir um lugar. De lá, você vê a CN Tower, o Rogers Centre e a floresta de arranha-céus do centro, com as Ilhas de Toronto e muito verde ao fundo. Eu adoro como o passeio combina paisagem urbana e natureza, mostrando a silhueta moderna de Toronto contra a tranquilidade do lago.
A City Cruises também oferece cruzeiros de brunch, almoço e jantar em outros barcos. Mas, para a primeira vez, o tour panorâmico direto ao ponto é a introdução perfeita.
Melhores horários para curtir a orla de barco
No verão, o começo e o meio da tarde costumam ser os períodos de maior movimento. Eu prefiro o fim de tarde ou comecinho da noite, quando possível. Uma vez peguei a saída das 19h e foi ideal: ainda quente, menos cheio e com o início de um pôr do sol dourado sobre o skyline.
Para um passeio mais tranquilo, eu escolheria uma saída de manhã durante a semana. Na primavera e no outono, também gosto do clima mais ameno e, com sorte, das cores de outono ou flores de primavera nas ilhas.
O passeio não opera nos meses de inverno, e as saídas variam conforme a época do ano. Confira o calendário antes de organizar o restante do dia.
Compre ingressos do City Cruises online com antecedência
Reserve com antecedência, principalmente nos fins de semana e feriados, quando as saídas podem esgotar. Se deixar para comprar no dia do passeio ou pouco antes da saída, a compra fica sujeita à disponibilidade de vagas.
O City Cruises é uma das atrações que você pode escolher com o Toronto CityPASS, um pacote de ingressos para várias atrações da cidade. Mesmo com o passe, é preciso reservar o horário do passeio. Na próxima seção, eu explico como funciona o Toronto CityPASS e quando vale a pena comprá-lo.
Eu costumo chegar ao cais 20 minutos antes da partida para fazer o check-in e conseguir um bom lugar. Confira também o horário de embarque indicado na reserva: ele pode ser diferente do horário de saída.
Dicas práticas para o City Cruises
No Lago Ontário venta, mesmo nos dias quentes. Eu sugiro levar um casaco leve ou moletom: dá para alternar entre o convés superior aberto e a área interna coberta. Não esqueça o protetor solar e os óculos de sol em dias claros, já que você fica exposto no convés. O passeio acontece com sol ou chuva, mas as saídas dependem das condições do tempo e da água.
No Oriole, há rampa para embarque de cadeiras de rodas não motorizadas, mas os banheiros não são acessíveis e o convés superior exige escadas. O passeio também pode ser feito no Showboat. Se você usa cadeira de rodas ou tem mobilidade reduzida, confirme com a City Cruises, antes de reservar, qual barco será usado no dia e horário escolhidos e se ele atende às suas necessidades de acessibilidade.
Endereço: 207 Queen’s Quay West, Toronto.
Embarque: no cais sudeste do Queen’s Quay Terminal, na orla, em frente ao Pie Bar.
Duração: 60 minutos.
Temporada e horários: não opera nos meses de inverno; consulte as saídas disponíveis para a data da visita.
Ingressos e reservas: site oficial do City Cruises Toronto.
7. Toronto CityPASS
Se você pretende visitar várias atrações em Toronto, o Toronto CityPASS reúne cinco visitas em um pacote com economia de até 38%.
Eu sempre recomendo o Toronto CityPASS. É um pacote de ingressos que inclui a CN Tower e o Ripley’s Aquarium of Canada, duas das atrações mais icônicas da cidade. Essas duas são fixas, e você ainda escolhe 3 de outras 5 experiências:
- Royal Ontario Museum (ROM)
- City Cruises Toronto
- Casa Loma
- Toronto Zoo
- Art Gallery of Ontario (AGO)
Você também não precisa decidir na compra quais atrações vai escolher: dá para definir com calma se prefere ver fósseis de dinossauros no ROM ou passar o dia com os animais no Zoo. Cada atração escolhida pode ser visitada uma vez.
O Toronto CityPASS custa:
- Adultos e adolescentes a partir de 13 anos: $134,96.
- Crianças de 4 a 12 anos: $99,96.
Não há desconto adicional para idosos. Para menores de 4 anos, confira as regras de cada atração: algumas cobram ingresso ou exigem reserva mesmo nessa faixa etária.
Com o CityPASS, você pode economizar até 38%, mas o desconto varia conforme as atrações escolhidas. Antes de comprar, some os preços dos ingressos avulsos para os lugares que você quer visitar e compare com o valor do passe. Se pretende visitar só 1 ou 2 atrações, comprar ingressos avulsos sai mais barato.
Limitações a considerar
O CityPASS inclui a entrada nas atrações, com os acessos descritos no passe. Upgrades e experiências extras não incluídos nessa entrada são pagos à parte.
Com o CityPASS comprado antecipadamente, você pode evitar a fila da bilheteria em algumas atrações. Isso não elimina as filas de entrada, segurança ou elevadores.
Dicas práticas para usar o Toronto CityPASS
Validade: são 9 dias consecutivos, contando a data da primeira visita ou o primeiro dia reservado para uma visita, o que vier antes. Você tem um ano após a compra para começar a usar o passe.
Reservas: agende os horários exigidos assim que definir o roteiro, especialmente na alta temporada. Na City Cruises, os passeios podem esgotar, sobretudo nos fins de semana e feriados.
Ingressos no celular: o My CityPASS, no aplicativo ou navegador, reúne os ingressos e permite fazer reservas. Na entrada, siga as instruções de cada atração: podem pedir o ingresso do passe, a reserva ou ambos.
8. St. Lawrence Market — no coração de Old Toronto
O mercado mais antigo — e mais querido — de Toronto alimenta a cidade desde o início do século XIX. Ao entrar, você encontra história, cultura e gastronomia sob o mesmo teto — um combo que conquista qualquer amante de comida.
Quando recebo visitantes em Toronto, faço questão de levá-los ao St. Lawrence Market. Ele abastece os torontonianos desde 1803 e já apareceu entre os melhores mercados do mundo na National Geographic. Para mim, é um retrato vivo da cidade. Mesmo que você não vá fazer compras, vale entrar para conhecer os sabores e acompanhar o movimento de quem compra ali. Dentro das paredes de tijolo, você encontra sabores de várias partes do mundo, incluindo muitos produtos canadenses — é claro!
Melhores horários para visitar o St. Lawrence Market
O horário da visita muda completamente a experiência. Nos dias de semana, especialmente na abertura ou no fim da tarde, o movimento é menor, o que facilita circular pelo South Market, o prédio sul. Algumas bancas têm horários próprios; se você faz questão de uma delas, confira antes de deixar a visita para o fim do dia.
Aos fins de semana, o mercado é bem cheio e fica mais difícil encontrar mesas ou um cantinho para sentar. Aos sábados, o movimento aumenta também com a feira do produtor no North Market, o prédio norte. Ela funciona das 5h às 15h, com produtos de agricultores do sul de Ontário.
Pratos imperdíveis e bancas destaque
Com mais de 120 vendedores no prédio sul, o St. Lawrence Market tem de hortifruti fresquinho a queijos locais e culinárias do leste europeu e do mundo.
Se quiser provar um sanduíche clássico de Toronto, peça o peameal bacon no Carousel Bakery: ele leva lombo suíno curado, coberto com farinha de milho. O lobster roll do Buster’s Sea Cove é muito elogiado pelo frescor e sabor.
Os bagels ao estilo Montreal da St. Urbain Bagel, pães em formato de anel, são tão bons que rivalizam os bagels de Nova York — e você pode comprar o cream cheese para acompanhá-los lá mesmo.
No Dnister Ukrainian Store, no piso inferior, você encontra pierogies feitos à mão, pequenas massas recheadas, fresquinhos e com várias opções de recheio, inclusive vegetarianas. Os pierogies do Dnister têm aquele sabor de comida feita com carinho, que me transporta direto para a cozinha da minha “vó” ucraniana (mesmo eu não tendo uma). E dá pra levar uma caixinha congelada pra casa e reviver o sabor do mercado outro dia.
No Fish Market, você pode comer ostras fresquinhas do Canadá, tanto da costa leste quanto da costa oeste. No piso inferior, experimente também o salmão defumado do Caviar Direct.
Descubra o poutine no pub Paddington’s Pump: o prato típico de Montreal leva batatas fritas, molho de carne e pedaços de queijo fresco, os cheese curds. E experimente mostardas canadenses na banca da Kozlik’s Canadian Mustard.
Para a sobremesa, experimente a butter tart, uma tortinha canadense com massa amanteigada e recheio doce que lembra caramelo. A minha favorita é a com nozes pecã.
Sugestões práticas
Com poucos lugares para sentar, principalmente nos fins de semana, dividam as tarefas: uma pessoa garante a mesa enquanto a outra faz os pedidos. Economiza tempo e garante um canto para saborear.
Alguns expositores oferecem amostras grátis de queijos, mostardas, pães e doces. Vá sem timidez e descubra novos sabores.
O mercado recebe eventos como o Taste the Caribbean Food Festival e apresentações de música ao vivo na Market Street, principalmente no verão. Confira o calendário no site oficial para saber o que acontece no dia da sua visita.
Para quem é o St. Lawrence Market?
Se você gosta de descobrir sabores locais e sentir o clima de um lugar pela comida, vai se encantar aqui. Famílias e viajantes solos acabam se rendendo aos petiscos e à animação do ambiente. Casais andam sem pressa, se deixando levar pelo turbilhão de cores, aromas e sons. Dá para comer bem sem gastar muito, das empanadas da Manotas ao clássico sanduíche de vitela do Uno Mustachio.
Endereço do South Market: 93 Front Street East, Toronto.
Tempo recomendado: cerca de 1h30, incluindo uma parada para comer.
Horários do South Market: terça a sexta, das 9h às 19h; sábado, das 7h às 17h; domingo, das 10h às 17h; segunda, fechado.
Acessibilidade: há elevador junto à entrada principal do South Market para acessar o piso inferior.
Feriados e programação: confira o site oficial do St. Lawrence Market.
9. Distillery District
Com ruas de paralelepípedos, armazéns vitorianos e uma cena vibrante de arte e cultura, o Distillery District é um dos lugares mais charmosos de Toronto — história e criatividade no mesmo lugar.
Este bairro histórico exclusivamente para pedestres abrigou a destilaria Gooderham & Worts, cujas origens remontam à década de 1830, e hoje preserva a maior coleção de arquitetura industrial vitoriana da América do Norte. Caminhar por suas vielas de pedra com aquele ar “romanticamente europeu” remete a uma volta no tempo. Os antigos armazéns agora abrigam ateliês, butiques independentes e cafés aconchegantes.
As lojas são parte da graça. Tudo é cuidado nos mínimos detalhes e cheio de personalidade — algumas vendem arte local e itens de decoração; outras, achadinhos únicos e curiosos. Se você está em busca de um presente especial, vai encontrar várias lojinhas para vasculhar (e até as vitrines são um charme à parte). Para uma refeição, o Cluny Bistro & Boulangerie foi uma grata surpresa para mim: um restaurante francês elegante, serviço caprichado. Virou minha escolha garantida quando quero algo mais refinado por ali.
Gosto de começar o passeio na escultura em formato de coração na entrada da Mill Street — é um ponto de foto perfeito para quem vai pela primeira vez. Outra parada obrigatória é o Love Locks, onde você pode pendurar um cadeado do amor para demonstrar seu carinho a quem te acompanha. Em seguida, uma pausa para ceder à tentação do chocolate na SOMA Chocolatemaker — se você ama cacau, vale provar o chocolate quente e as trufas artesanais.
Para quem curte café, o Balzac’s Coffee é um clássico — instalado em uma antiga estação de bombeamento. Eu peço um flat white para recarregar as energias. Com meu café em mãos, vou ziguezagueando pelas lojas e galerias: vitrines de arte local, décor vintage e souvenirs diferentes convidam a uma visita sem pressa. Os amantes de arte encontram várias galerias escondidas pelos becos — a Arta Gallery e a Corkin Gallery exibem obras contemporâneas, e eu adoro dar uma espiada nas mostras da vez.
Para cerveja, o Mill Street Brew Pub serve pratos clássicos de pub e tem produção em pequena escala no local. A marca também tem cervejas orgânicas, como a Original Organic Lager. Se quiser conhecer a cervejaria, o Craft Beer Experience custa $30 e inclui uma cerveja, visita guiada de 20 minutos e degustação de quatro amostras.
Se destilados são mais a sua praia, a Spirit of York Distillery oferece degustações de gin e vodka em um prédio restaurado elegante. O Tour & Taste acontece aos sábados, às 17h, dura cerca de uma hora e custa $39,98, com um gin-tônica e degustação de quatro destilados.
Tem também a Ontario Spring Water Sake Company (Izumi), joia escondida onde o saquê é produzido no local. Para conhecer o processo e fazer uma degustação guiada, consulte as datas e reserve com a Izumi. A visita inclui uma apresentação sobre a produção.
Comer não é exatamente o ponto alto do Distillery District, mas o passeio compensa — caminhar entre os armazéns vitorianos e depois sentar para comer é o que faz o lugar especial. Em dias frios, adoro me aconchegar no Cluny com uma sopa de cebola; no verão, vou de El Catrín, comida mexicana. O pátio é enorme (costuma ter aquecimento no inverno) e tacos e margaritas nunca falham. O Madrina Bar Y Tapas faz parte da seleção do Guia Michelin, e o Scooped by Demetres oferece sabores únicos de sorvetes.
Melhores horários para visitar o Distillery District
Em tardes ensolaradas de fim de semana, espere movimento: turistas, ensaios de casamento e, às vezes, banda ao vivo num palco externo. No verão, há apresentações gratuitas; vale conferir a programação do bairro. Dá para sentir a vibração — pessoas curtindo drinks nas áreas externas e artistas de rua animando o público. Essa é uma das poucas atrações turísticas de Toronto que eu recomendo visitar aos fins de semana… a badalação e o movimento de turistas e locais tornam a experiência ainda mais divertida.
À noite, o bairro ganha outro charme: lampiões e luzinhas de jardim deixam tudo com um brilho romântico. Se quiser visitar lojas e galerias, confira os horários dos estabelecimentos antes de organizar o jantar ou um drink. Em noites de verão há eventos especiais — por exemplo, um quarteto de jazz ao ar livre na Trinity Street — e a rua vira um “palquinho” improvisado.
No inverno, o bairro se transforma no Distillery Winter Village, um mercado de Natal em estilo europeu com milhares de luzinhas, árvore de Natal gigante, cabanas de madeira com comidinhas e artesanato, corais e aquele clima de festa. A edição de 2026 vai de 12 de novembro a 3 de janeiro de 2027. Para evitar multidões, recomendo dias de semana ou uma visita mais cedo. Consulte as regras de entrada e a venda de ingressos no site do Winter Village.
As luzes continuam acesas mesmo depois do fechamento dos estandes. Passear depois que eles fecham pode render fotos lindíssimas com menos gente; confira o horário de acesso do evento antes de planejar uma visita tarde da noite.
Sugestões úteis
Evite visitar com salto alto — os paralelepípedos são traiçoeiros. O piso também é irregular em alguns pontos para quem vai com carrinho de bebê ou cadeira de rodas; há rampas de acesso e banheiros acessíveis no complexo. Para compras e um lanche/refeição, é uma excelente pedida.
O que esperar do Distillery District
Não encaro o Distillery District como atração “obrigatória” isolada, e sim como parte deliciosa de um dia maior. É o lugar ideal para reduzir o ritmo: caminhe sem pressa, pare para tomar um café ou um chopp e fazer comprinhas. O segredo é curtir o clima — não seguir um checklist. Quando trago visitantes, incentivo a desacelerar e saborear esse “vilarejo dentro da cidade”.
Endereço: 55 Mill Street, Toronto.
Tempo recomendado: de 1 hora a 2h30, dependendo do ritmo: cerca de 1 hora para apenas caminhar; até 2h30 se também quiser fazer compras ou parar para comer.
Horário divulgado pelo Distillery: segunda a quarta, 10h–20h; quinta a sábado, 10h–21h; domingo, 11h–20h.
Cafés, restaurantes, lojas e galerias têm horários próprios; eventos podem alterar a rotina do bairro.
Site oficial: Distillery District.
10. Union Station
Um mergulho arquitetônico de 5–10 minutos no grande centro ferroviário de Toronto — entre no Great Hall para ver o teto em caixotões, as paredes de calcário e aquela pausa involuntária ao levantar os olhos. Perfeito se você já estiver pela Front Street.
Como aproveitar essa parada rápida
Comece pela colunata monumental na Front Street e entre no Great Hall, o salão das bilheterias. Olhe para cima e repare no teto em caixotões, nas paredes de calcário, nos ornamentos em dourado escovado e no relógio gigante. Estudantes e amantes de arquitetura costumam ficar ali desenhando e fotografando o jogo de luz sobre o mármore do Tennessee. Eu geralmente paro no meio do salão e só absorvo a escala — é lindo e diz muito sobre a confiança na cidade quando a estação foi inaugurada.
Como encaixar a Union Station no roteiro
Se você já estiver pela Front Street — por exemplo, caminhando entre a CN Tower, o Hockey Hall of Fame ou o St. Lawrence Market — eu sugiro uma passadinha na Union Station. É um local histórico nacional do Canadá e, mesmo sem pegar trem, compensa uma entrada rápida.
Encaixa perfeitamente como uma pausa breve num passeio mais longo. Entre, absorva o ambiente. Encare como um bônus — um momento que adiciona profundidade ao seu passeio pelo centro.
11. O PATH (Cidade Subterrânea)
Escondido sob o centro de Toronto, existe um labirinto subterrâneo de lojas, túneis e conexões. O PATH não é só prático — parece outra cidade debaixo da cidade. Se você está pesquisando o que fazer em Toronto em dias de clima extremo, este é um achado e tanto.
Eu recomendo explorar o PATH quando o visitante quer algo inesperado. Sob as torres de vidro do centro, estende-se uma “cidade” de passagens, em sua maioria subterrâneas, que costura todo o miolo da região. Segundo a Prefeitura de Toronto, a rede tem mais de 30 km, reúne cerca de 1.200 restaurantes, lojas e serviços e atende mais de 200 mil pessoas em seus deslocamentos nos dias úteis, além de turistas e moradores. E, ainda assim, muitos turistas nem percebem que essa cidade escondida está bem debaixo dos seus pés.
A rede conecta mais de 75 edifícios, de arranha-céus a estações de metrô, com passagens protegidas do tempo. Para quem mora aqui, é uma salvação no clima extremo. Dá para ir da Union Station ao Eaton Centre sem encarar o frio da rua, mesmo nos dias em que a sensação térmica chega a −30 °C — e, igualmente importante, sem suar horrores no auge do verão.
O que fazer no PATH
Na primeira vez em que me aventurei pelo PATH, me perdi tanto que vaguei por duas horas e emergi a quarteirões de onde tinha começado. Sinceramente? Adorei. Perder-se aqui parece mais uma aventura do que um erro.
As compras são um grande atrativo, indo de redes globais a lojinhas familiares escondidas em corredores mais tranquilos. Restaurantes, livrarias e cafés se encontram pelo caminho. O PATH também se conecta ao Eaton Centre, com mais de 230 lojas e serviços — perfeito para transformar um dia chuvoso em um dia inteiro de “terapia de compras”.
Mas não é só sobre compras. O PATH também ajuda a chegar às atrações do centro. Os amantes de música podem seguir pela rede até a região do Roy Thomson Hall, sede da Toronto Symphony Orchestra, ou sair perto do Four Seasons Centre para ópera e balé. Torcedores? Em noites de jogo, eu me junto à multidão que segue pelo subsolo rumo ao Scotiabank Arena. A partir da Union Station, o SkyWalk leva à região da CN Tower e do Ripley’s Aquarium; confira o mapa porque nem todo o trajeto até a entrada acontece dentro do PATH.
Se precisar de uma pausa, praças de alimentação e átrios oferecem lugares para sentar. Um dos meus achados preferidos é a Allen Lambert Galleria, no Brookfield Place — um átrio envidraçado, alto como uma catedral, que recebe exposições temporárias. Esbarrar nela no meio de um compromisso parece entrar sem querer em uma galeria contemporânea. O PATH também dá acesso ao Metro Toronto Convention Centre, para feiras e eventos. Se a ideia for esticar a noite no cinema, o Scotiabank Theatre fica na Richmond Street West; planeje esse trecho pela rua.
Melhores horários para visitar o PATH
O clima do PATH muda ao longo do dia. Às 9h, nos dias úteis, é um rio de gente indo da Union Station às torres de escritórios. Na hora do almoço, a energia vira outra: praças de alimentação e cafés fervilham de trabalhadores — parece um mercado coberto. Quer sentir o ritmo da Toronto de segunda a sexta? Esse é um ótimo horário para visitar.
Para uma experiência mais calma, eu recomendo o meio da tarde, entre 14h e 16h. A essa altura, o fluxo acalma e dá para circular sem desviar de bolsas e copos de café.
À noite, a experiência muda de novo. Depois das 18h, muitas lojas do Distrito Financeiro já fecharam e os corredores ficam surpreendentemente silenciosos. Aos fins de semana, boa parte das lojas nem abre. Ainda dá para usar trechos do PATH para se locomover, mas confira os horários dos acessos: a rede passa por edifícios diferentes, e uma passagem aberta durante o dia pode estar fechada à noite.
Dicas práticas para transformar o passeio numa aventura
Para se orientar, acompanhe os nomes dos edifícios e dos destinos nas placas. A sinalização também indica regiões como “Waterfront”, na direção do lago. O traçado dos corredores não acompanha direitinho as ruas lá de cima. Meio confuso, eu sei.
Mapas são essenciais: salve o mapa oficial no celular ou leve uma cópia impressa. Há também aplicativos independentes, como o Toronto Path para iPhone, que oferece visualização em 3D. Eu adoro esse tipo de mapa porque os corredores fazem zigue-zagues que confundem. Dentro do PATH você encontrará mapas nas paredes também.
Use calçado confortável: a rede é imensa — já registrei 10 km só caminhando entre lojas e estações!
O que esperar do PATH?
Explorar o PATH não é “marcar” uma única atração — é viver a experiência. Espere muita caminhada, a novidade de uma cidade subterrânea funcionando sob Toronto e o desafio (ou a graça) de um traçado labiríntico.
Para quem vai pela primeira vez, é comum achar complicado, até para moradores. Isso faz parte da diversão.
Se sua viagem a Toronto tem três dias ou menos, eu recomendo só dar uma espiada pelo Distrito Financeiro. Embora eu ache o PATH um pedaço fascinante do caráter de Toronto, há muita coisa imperdível acima do solo. Deixe o mergulho profundo para quando tiver mais tempo.
Mapa oficial: rede PATH e versões para imprimir.
12. Sankofa Square (antiga Yonge-Dundas Square)
A Sankofa Square é a encruzilhada neon de Toronto, onde moradores e turistas se encontram. Vale uma parada rápida para observar o movimento e garantir uma foto sob os painéis luminosos.
Muita gente chega esperando a “Times Square do Canadá”, mas eu acho esse enquadramento errado. Sim, as telas de LED gigantes e os painéis brilhantes iluminam tudo ao redor, mas o que torna a praça interessante é o jeito como a vida diária de Toronto se mistura com o turismo: estudantes apressados rumo às aulas na Toronto Metropolitan University (TMU), compradores com sacolas do Toronto Eaton Centre, turistas esticando o pescoço para achar o melhor ângulo de selfie e artistas de rua atraindo plateias improvisadas.
Ideal para: quem gosta de observar o movimento da cidade e fotografar os painéis luminosos.
Tempo de visita: alguns minutos para conhecer a praça, como uma parada no passeio pelo centro.
Melhor horário: logo após o pôr do sol para fotos; manhãs de dias úteis para encontrar mais espaço.
Custo: o acesso habitual à praça é gratuito; consulte a programação de eventos.
Combine com: Toronto Eaton Centre, jantar ou um show no centro.
Informações oficiais: planeje a visita e confira a agenda de eventos.
O que fazer na Sankofa Square
No verão, quando os jatos d’água que saem do chão estão funcionando, as crianças aproveitam para brincar entre eles. Daqui, você pode seguir para o Toronto Eaton Centre para fazer compras ou comer, ou subir aos restaurantes com vista para o “caos organizado” da praça.
Não encaro a Sankofa Square como uma atração obrigatória isolada. Eu costumo combinar a visita com o Eaton Centre ou parar a caminho do jantar ou de um show.
Melhores horários para visitar
Durante o dia, especialmente na hora do almoço, a praça ferve com quem trabalha nos escritórios, estudantes e compradores. Mas é à noite que ela realmente ganha vida: depois do pôr do sol, a luz dos painéis cria um cenário animado e quase cinematográfico.
Se você prefere mais espaço, manhãs de dias de semana são as mais tranquilas. Fins de semana com tempo bom ou eventos ficam bem cheios. Eu, pessoalmente, gosto da energia da multidão, observando a vida corriqueira nessa metrópole que chamo de lar.
Restaurantes e fotos
Um dos meus pontos preferidos é o terraço do Jack Astor’s Bar & Grill, no 10 Dundas Street East. É um ótimo lugar para tomar um drink com vista para as luzes e a movimentação. Para variar, o Spring Sushi, no mesmo complexo, oferece rodízio com janelas panorâmicas para a praça. Na esquina de Yonge com Dundas também fica a primeira unidade canadense do Shake Shack, inaugurada em 2024.
Se quiser a foto perfeita, mire o momento logo após o pôr do sol, quando o céu ainda tem cor. Para um ângulo mais aberto, procure o canto em frente ao Eaton Centre; do terraço do Jack Astor’s, você consegue um enquadramento de cima.
13. Toronto Eaton Centre
Sob uma fotogênica abóbada de vidro em arco, o Eaton Centre é onde muitas vezes faço uma pausa entre atrações, como algo rápido ou encontro amigos.
Inspirado na Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão, o teto envidraçado em arco faz o lugar parecer menos um shopping e mais uma praça coberta, onde dá vontade de parar e olhar para cima, em admiração.
Também é um dos pontos de encontro mais convenientes de Toronto. Com acesso direto a duas estações de metrô e ao PATH, eu vivo passando por lá, mesmo quando não planejo comprar nada. Dá para aproveitar a passagem pelo centro para conhecer o shopping, comer e seguir para a Sankofa Square ou a Nathan Phillips Square.
O que fazer no Eaton Centre
Comprar (ou só bater perna) à vontade: são mais de 230 lojas, restaurantes e serviços, com marcas como Apple, H&M, Gap, Kate Spade, Uniqlo e Hugo Boss. Já perdi a noção do tempo circulando por aqui, às vezes “só olhando” e outras saindo com compras que eu nem esperava.
Quando a fome bate, a praça de alimentação Urban Eatery é uma opção rápida para um lanche. Mas eu costumo escapar para o Queen’s Cross Food Hall, no lado da Queen Street, com opções gourmet que fazem você esquecer que está em uma praça de alimentação.
Melhor hora para visitar o shopping
Para uma experiência mais tranquila, recomendo chegar na abertura. No horário do almoço, os corredores enchem; aos fins de semana, principalmente no sábado à tarde, o movimento costuma ser maior. Confira o horário do dia antes de sair, especialmente nos feriados.
No Boxing Day, em 26 de dezembro, as promoções atraem uma multidão atrás de pechinchas. É caótico, mas inesquecível para quem não se importa com o movimento.
No fim do ano, eu sempre dou um jeito de passar por lá. A árvore de Natal gigante, com milhares de luzes, é um daqueles cenários para fotos que nunca cansa. Confira a programação de Natal no site do shopping ao planejar a visita.
Se você não ativou dados móveis para a sua estadia em Toronto, o Eaton Centre oferece Wi-Fi gratuito. Procure a rede CF PUBLIC WIFI.
Para se orientar, a entrada ao norte fica na Yonge com Dundas, em frente à Sankofa Square. Ao sul, fica na Yonge com Queen, perto do Old City Hall. Há também acesso pelo lado da James Street, junto à Albert’s Way, perto da Nathan Phillips Square e da prefeitura. Na Queen Street, siga a sinalização de pedestres durante as obras.
Se vier de carro, o acesso pela Bay Street, perto do Marriott Downtown, é o estacionamento Bay/Dundas. De metrô, as estações Queen e TMU (antiga Dundas), na Linha 1, têm conexão direta com o shopping. Também dá para chegar pelo PATH.
Endereço: 220 Yonge Street, Toronto.
Entrada no shopping: gratuita.
Tempo recomendado: reserve pelo menos 1 hora para conhecer o Eaton Centre, caminhar pelos corredores ou fazer uma pausa entre atrações. Se você for às compras, planeje mais tempo de acordo com as lojas que pretende visitar.
Horários, feriados e acessos: consulte as informações oficiais.
14. Ilhas de Toronto
A poucos minutos de balsa do centro, as Ilhas de Toronto são um refúgio sem carros de passeio, com praias, ciclovias, casinhas de campo e as melhores vistas do skyline da cidade. Sempre que alguém me pergunta o que fazer em Toronto ao ar livre, este é o meu “atalho” favorito: natureza, tranquilidade e aquele visual de cartão-postal — tudo sem sair da cidade.
Centre Island, Ward’s Island e Hanlan’s Point são os três destinos das balsas. As ilhas são conectadas por caminhos e pontes para pedestres. Eu adoro como elas apagam a fronteira entre urbano e natureza: num momento estou correndo pela Bay Street; no seguinte, estou de bicicleta sob a sombra das árvores enquanto a CN Tower fica lá atrás. Quando quero umas miniférias sem sair de Toronto, é aqui que venho.
Para quem viaja com crianças, Centre Island concentra as atrações. Se a ideia é pedalar entre casinhas, parar para um café e caminhar à beira do lago, siga até Ward’s Island. As ilhas podem ser visitadas o ano todo, mas atrações, cafés e aluguel de bicicletas têm funcionamento sazonal.
Coisas para fazer na ilha
Minha forma favorita de conhecer as Ilhas é sobre duas rodas. Normalmente, eu pedalo pela Centre Island e depois sigo em direção a Ward’s Island, passando por casinhas que parecem de livro infantil e jardins que explodem de cor na primavera e no verão. No caminho, gosto de parar para um café ou almoço: o The Island Café é clássico; já o pátio escondido do Riviera é uma descoberta menos óbvia. Depois de recarregar as energias, a passarela beira-lago de 1,5 km rende uma caminhada serena, com vistas do Lago Ontário.
Na Centre Island, as crianças se divertem nos brinquedos vintage do Centreville Amusement Park, conhecem os animais na Far Enough Farm e se refrescam nos parquinhos aquáticos, os splash pads. Confira os dias de funcionamento antes de ir, principalmente fora do verão. A poucos minutos dali, o Centre Island Pier oferece vistas amplas do Lago Ontário.
Outro destaque é o William Meany Hedge Maze, um labirinto vivo. Casais costumam transformar a visita em uma disputa para ver quem chega primeiro ao centro, mais desafiadora do que parece.
No fim do dia, poucas coisas superam ver o skyline de Toronto ao pôr do sol. Meu ponto certeiro é o Toronto Island BBQ & Beer Co., perto das docas de Centre Island: o pátio combina cervejas artesanais com um dos pores do sol mais bonitos da cidade. Ou você pode simplesmente se sentar à beira do lago em uma das típicas cadeiras canadenses, as Muskoka Chairs.
Se você curte um piquenique em família ao ar livre, a ilha é um excelente lugar para isso. Com várias mesas de piquenique e um espaço imenso de grama, você pode trazer suas próprias comidinhas, um cobertor e curtir o dia sem pressa enquanto as crianças se divertem.
Melhores horários para visitar a ilha
No verão, chegar antes das 10h ajuda a evitar o movimento mais intenso. No fim da manhã, as multidões aumentam, especialmente nos fins de semana. Dias de semana são mais tranquilos; se só puder ir no fim de semana, pegue uma balsa cedo para começar o dia em paz.
Na volta, o movimento costuma ser maior entre 17h e 21h. Para escapar do gargalo, eu saio antes do pico. Se quiser ficar até mais tarde, confira o horário da última balsa da sua doca antes de sair: as partidas mudam conforme a estação.
Bilhetes e como chegar na ilha
Compre os bilhetes online para evitar a fila da bilheteria. Você não fica preso a um horário específico, mas o embarque é por ordem de chegada. O bilhete inclui ida e volta e permite retornar por outra doca.
Os preços da passagem de ida e volta são:
- Adultos de 20 a 64 anos: $9,57
- Pessoas a partir de 65 anos: $6,15
- Jovens de 15 a 19 anos, com documento de identificação: $6,15
- Crianças de 2 a 14 anos: $4,51
- Menores de 2 anos: gratuito
As embarcações saem do Jack Layton Ferry Terminal, a cerca de 15 minutos a pé da Union Station. Você também pode pegar o bonde 509 Harbourfront na Union e descer na estação Queens Quay/Ferry Docks.
Dicas para tornar o dia perfeito
O táxi aquático é mais caro que a balsa, mas pode poupar tempo nos picos do verão, quando a espera da balsa pode passar de uma hora. É mais divertido e rende ótimas fotos e vídeos do skyline. Como referência, a Tiki Taxi cobra $14 por pessoa por trecho ou $25 por ida e volta para Centre Island e Hanlan’s Point. Pode haver um valor mínimo por saída; confira também o ponto de embarque e as condições para bicicletas, carrinhos e pets antes de escolher a empresa.
Leve água, lanchinhos e protetor solar. Na Centre Island, a oferta é mais estilo lanchonete, com preços típicos de lugares turísticos. Piquenique na grama à beira do lago é hábito de morador e não tem erro. Para uma refeição, os melhores cafés ficam em Ward’s Island e lotam por volta do meio-dia.
Não esqueça o repelente: os dias e noites de verão pedem repelente de insetos. Tênis confortável é o ideal.
Vá de bike, se puder: o terreno é plano. Você pode levar sua própria bicicleta na balsa ou alugar na Toronto Island Bicycle Rental, na Centre Island, que abre das 11h às 17h, se o tempo permitir. As estações do Bike Share Toronto são outra opção durante a temporada. As bicicletas desse sistema precisam ficar nas ilhas e não podem embarcar na balsa nem no táxi aquático.
Tempo recomendado: reserve de 2 a 4 horas para a visita. Duas horas funcionam para um passeio mais direto; se quiser fazer um piquenique, pedalar ou levar as crianças às atrações da Centre Island, planeje mais tempo. Para combinar tudo, conte com algo mais próximo de 4 horas.
Embarque da balsa: Jack Layton Ferry Terminal, 9 Queens Quay West, Toronto.
Localização: atrás do Westin Harbour Castle Hotel e ao lado do Harbour Square Park.
Funcionamento: as ilhas podem ser visitadas o ano todo; confira os dias de abertura das atrações e dos cafés antes de ir.
15. Chinatown
Na Chinatown de Toronto você encontra ruas movimentadas, comidas fumegantes e pechinchas sem fim. É um passeio para quem gosta de comer, entrar nas lojas e garimpar lembrancinhas.
É um bairro multicultural, enraizado na herança sino-canadense. A primeira Chinatown cresceu na região da Elizabeth Street; parte da comunidade se mudou para a área de Spadina e Dundas após as demolições para a construção da nova prefeitura. Hoje você encontra de tudo: de lojas de medicina tradicional e mercados com bancas na calçada a restaurantes modernos que misturam diferentes cozinhas asiáticas. Para quem está montando um roteiro, Chinatown rende uma boa exploração — há ofertas de eletrônicos, itens de casa e roupas, além de ingredientes que talvez você ainda não conheça.
O que fazer na Chinatown
Muitas lojas são abarrotadas do chão ao teto com camisetas do Canadá, chaveiros com a folha de bordo, alces de pelúcia, ímãs e cartões-postais. A Royal Canadian Gifts, no 229 Spadina Avenue, é uma parada que sempre recomendo para souvenirs. Em geral, os preços na Chinatown são mais baixos do que em áreas turísticas, mas ainda sugiro comparar. Não tem problema nenhum garimpar boas ofertas.
Se você, como eu, tem queda por comida asiática, vá de Asian Legend ou Juicy Dumpling para provar alguns dos melhores xiao long bao (dumplings com caldo) da cidade. Massa bem fininha, caldo fumegante e recheio suculento.
No verão, vale conferir a programação do Toronto Chinatown Festival. Em dois dias, as ruas enchem com barracas de comida e apresentações culturais, com atrações como danças do leão e demonstrações de kung fu — é quando o bairro fica no seu auge. Confira as datas e a programação antes de montar o roteiro.
Melhores horários para visitar a Chinatown
Os finais de semana são os mais movimentados — ótimo para sentir a energia, mas não tanto para quem evita multidões. Se estiver com crianças ou quiser mais espaço, eu sugiro ir num dia de semana ou no sábado de manhã, antes do fluxo aumentar. Entre 10h e 11h costuma ser mais tranquilo para caminhar; do meio da tarde até a noite, o movimento aumenta, principalmente no verão. Se quiser entrar em uma loja ou restaurante específico, confira o horário de abertura antes.
Domingo à noite, os grupos de turistas já diminuíram, mas os restaurantes e cafés continuam animados. Só fique de olho nos horários das lojas: vale finalizar as compras antes e deixar o jantar para depois.
Onde explorar: o encontro da Spadina Avenue com a Dundas Street West concentra lojas, restaurantes e muita vibração. Caminhe pelas duas ruas e explore também a Spadina ao sul da Dundas, onde fica a Royal Canadian Gifts.
16. Destaques da gastronomia de Toronto
Toronto é o mundo à mesa: das comidinhas no Kensington Market ao bubble tea em Chinatown, gelato na Little Italy e noites aconchegantes em Greektown ou em Little India.
Eu vivo repetindo que dá para provar o mundo em Toronto. A mistura de culturas deixa a cena gastronômica absurdamente diversa, e parte da graça é escolher um bairro e ir experimentando pelo caminho.
Transforme o dia em um circuito de comidinhas
Comece pelo Kensington Market. De manhã, caminhe sem pressa pelo bairro. No fim da manhã e na hora do almoço, o Kensington ganha vida, com cheiros de especiarias, chapas chiando e pão recém-saído do forno. Eu adoro me perder nos becos grafitados e ir beliscando pelo caminho — numa hora é um pastel jamaicano (Jamaican patty) quentinho da padaria da esquina; na seguinte, momos (dumplings tibetanos) ou um taco de uma banca minúscula. Em poucos quarteirões, parece que viajei o mundo pela boca.
À tarde, eu costumo seguir para Chinatown, para um bubble tea ou bao fresquinho, e depois dar um pulo na Little Italy para uma bola de gelato na College Street.
Na hora do jantar, a cidade brilha. Às vezes me dou ao luxo de ir a um dos nossos restaurantes estrelados pelo Guia Michelin. A seleção também inclui os Bib Gourmand, reconhecidos pela boa comida a preços moderados. Se você tem um restaurante em mente, procure a reserva com antecedência. Em outras ocasiões, prefiro o aconchego de Greektown, na Danforth, para saganaki e souvlaki, ou um curry caprichado em Little India, na Gerrard Street.
Meus favoritos na Ossington Avenue
Adoro explorar a Ossington Avenue, uma das ruas gastronômicas mais vibrantes de Toronto. O clima é descontraído, mas a comida é levada a sério.
Entre meus favoritos estão o Union, com uma cozinha descomplicada e cheia de sabor, feita com ingredientes sazonais; o Mamakas Taverna, que serve clássicos gregos com um toque contemporâneo; e o Soos, com versões contemporâneas da comida de rua da Malásia.
Também gosto do Paris Paris, um bar de vinhos animado com ótimos pratos para compartilhar, e do La Banane, que leva a cozinha francesa a outro nível.
Mesmo com tantos restaurantes conhecidos, a Ossington continua com aquele clima descontraído de bairro. Seja para um jantar romântico, uma noite entre amigos ou um drink com petiscos criativos, Ossington nunca decepciona.
Excursão gastronômica em Toronto
Se você tem pouco tempo para explorar ou prefere um plano guiado, recomendo muito o Kensington Market International Food Tour, da Chopsticks & Forks. É uma excursão guiada a pé pelo Kensington Market em que você prova sabores de cinco continentes, em cerca de 1,6 km de caminhada. O que mais gosto é que cada parada vem com uma história: os guias explicam as tradições por trás dos pratos.
O passeio dura cerca de 2h30, acontece faça chuva ou sol e, no fim, você sai satisfeito como se tivesse feito uma refeição completa. Costumo dizer aos amigos e turistas para reservarem com antecedência, especialmente aos fins de semana. As saídas são às 11h; confira os dias disponíveis no calendário de reservas.
Para planejar suas visitas gastronômicas
Se algum restaurante está na sua lista, confira quando ele abre as reservas e separe esse horário no roteiro.
Evite dor de cabeça com estacionamento: use o TTC (metrô, bonde ou ônibus) ou Uber para ir de um bairro a outro. Estacionar no centro é limitado e caro.
E, claro, bom apetite!
17. Passeios em Toronto
Se você prefere conhecer Toronto com uma guia brasileira ao seu lado, o passeio privativo reúne transporte e um percurso adaptado ao ritmo e aos interesses do seu grupo.
Não há um roteiro fixo. Lugares como o St. Lawrence Market, o Distrito Financeiro, o Distillery District e Yorkville podem entrar no passeio, mas as escolhas dependem do que faz sentido para você: caminhar por ruas com arte, fazer uma parada gastronômica ou reservar tempo para compras. As pausas e as prioridades podem mudar ao longo do dia.
O transporte é privativo e climatizado. Eu busco você no hotel na região central de Toronto; se estiver hospedado fora dessa área, combinamos o embarque. Os passeios pela cidade duram quatro ou seis horas, com acompanhamento em português durante todo o percurso.
Ao longo dos anos, já acompanhei famílias, casais e executivos em Toronto. Também tive a oportunidade de auxiliar Rodrigo Ruas e Ana Hickmann durante passagens pela cidade e gravações relacionadas a seus programas de televisão.
Se esse formato combina com a sua viagem, veja como funcionam os passeios guiados em Toronto. Terei prazer em planejar o seu tour.
18. Yorkville
Yorkville já foi o coração da contracultura de Toronto. Hoje, o bairro reúne vitrines de luxo, galerias, hotéis e restaurantes, mas ainda vale sair da Bloor Street e caminhar pelas ruas menores, onde ficam os pátios e as casas vitorianas.
O que fazer em Yorkville
Nos anos 1960, os cafés e clubes de Yorkville reuniam artistas e jovens ligados à contracultura. Neil Young e Rick James passaram pelos palcos do bairro. Hoje, as antigas casas vitorianas convivem com lojas de luxo, galerias, restaurantes e hotéis.
Gosto de começar pela Bloor Street, entre a Avenue Road e a Yonge Street. Ali estão marcas como Louis Vuitton, Gucci e Prada, além da canadense Holt Renfrew. Mesmo quando não vou comprar, gosto de olhar as vitrines e observar o movimento.
Depois, entro pelas ruas menores de Yorkville, especialmente Yorkville Avenue e Cumberland Street. É nessa parte que você encontra galerias, pátios e o Village of Yorkville Park. Um dos meus clientes já tomou café da manhã ao lado de Arnold Schwarzenegger em um dos hotéis do bairro.
Restaurantes e cafés em Yorkville
Depois das vitrines, eu gosto de parar no Eataly Yorkville para um lanche rápido e um expresso. Para sentar com mais calma, a Trattoria Nervosa serve massas e outros clássicos italianos numa casa amarela que virou parte da paisagem do bairro. Se você gosta de doces ou está com crianças, passe na Summer’s Ice Cream, na Yorkville Avenue. Meu sabor preferido é o de nozes com maple.
Para um drink, gosto dos terraços do Hemingway’s e do Kasa Moto. No 51º andar do Manulife Centre, o Mar’aa tem uma vista ampla da cidade. Para uma experiência mais elaborada, o Enigma Yorkville oferece menu-degustação e tem uma estrela Michelin.
Melhor período e horário para visitar Yorkville
As manhãs dos dias de semana costumam ser mais tranquilas. À tarde e no começo da noite, o bairro ganha movimento. No verão, gosto especialmente do fim da tarde, quando os pátios estão cheios e ainda há tempo para caminhar antes do jantar. À noite, as lojas ficam mais quietas e os bares e restaurantes ganham vida.
Os horários variam bastante, principalmente aos domingos. Se houver uma loja específica no seu roteiro, confira antes de sair: muitas boutiques encerram o dia mais cedo do que os restaurantes.
Dica prática para famílias com crianças
O Royal Ontario Museum (ROM) fica na Queen’s Park, junto à Bloor Street e à Avenue Road. Com crianças, dá para combinar uma manhã entre dinossauros e múmias com almoço em Yorkville e um sorvete na Summer’s.
19. Harbourfront
Harbourfront é o trecho central e mais animado da orla de Toronto para caminhar com a brisa no rosto, ver o skyline, entrar em galerias e sentar em um pátio à beira do Lago Ontário.
Dá para combinar facilmente com atrações próximas ou transformar o passeio em um roteiro sem pressa para o seu “dia extra”. Espere uma sequência de parques, galerias e cafés coladinhos na margem.
O que fazer no Harbourfront
Nos dias extras, eu costumo levar visitantes para a beira do lago. Para um roteiro mais longo, comece pela Humber Bay Arch Bridge, no oeste, e siga para o leste em direção ao centro de bicicleta, e-bike ou a pé, deixando o skyline “puxar” você pelo calçadão da orla. O percurso acompanha o Lago Ontário quase o caminho todo, com brisa gostosa, vistas amplas da água e aquela energia mansa que quem mora aqui curte no fim de semana.
À medida que você se aproxima do centro, use a CN Tower como bússola. A orla vira uma sequência fácil de paradas: o Toronto Music Garden, o Harbourfront Centre, a galeria The Power Plant Contemporary Art Gallery e a área de areia com cadeiras do HTO Park. Mais a leste, você chega à Sugar Beach, com suas sombrinhas cor-de-rosa. O HTO Park e a Sugar Beach são praias urbanas feitas para sentar e aproveitar a vista.
Antes de sair, confira a programação do Harbourfront Centre: festivais, exposições, feiras e apresentações mudam ao longo do ano. A entrada da The Power Plant é gratuita, mas a galeria fecha entre exposições. Nos meses mais quentes, o Nautical Centre oferece atividades e opções de aluguel na água.
Quanto tempo reservar e melhor horário
O percurso da Humber Bay Arch Bridge até a Sugar Beach tem cerca de 9 km. A pé, conte com aproximadamente duas horas sem longas paradas. Se quiser entrar nas galerias ou sentar para comer, escolha uma parte do trajeto ou reserve mais tempo.
O Bike Share Toronto tem bicicletas clássicas e elétricas. Eu prefiro fazer o passeio no meio da manhã ou no fim da tarde, quando o clima costuma ser mais ameno e há menos gente.
Onde parar para comer e beber
Para comer e beber, eu mantenho o clima casual, à beira do lago. No verão, gosto do Boxcar Social para um café ou uma taça de vinho. Para um doce, pego um BeaverTails à beira do lago. Para um almoço ou jantar caprichado, gosto do Amsterdam BrewHouse; peça uma mesa com vista para a água.
Se você já viu as atrações principais, faça da orla o seu plano de “dia extra”: ar livre, arte e pátios ao lado do lago, com aquela delícia de viver como um local por uma tarde.
20. High Park
Com cerca de 161 hectares (400 acres), o High Park combina ravinas, jardins e áreas perfeitas para famílias. É o lugar certo para desacelerar depois de visitar os principais pontos turísticos de Toronto. As cerejeiras na primavera roubam a cena, mas o parque restaura as energias em qualquer estação.
O que fazer no High Park
Quando alguém me pergunta o que fazer além dos pontos turísticos mais óbvios, costumo indicar o High Park. Mesmo cercado pela cidade, guarda cantos onde o tempo parece correr mais devagar. É grande o bastante para a gente se perder de propósito, mas dá para escolher uma parte e passear sem pressa.
O que eu mais gosto no High Park é o equilíbrio entre áreas naturais e paisagismo caprichado. Você vai encontrar bosques de carvalhos, bordos e pinheiros, jardins e lagos, além de plantas raras. A vida selvagem aparece em todo canto, e as cores mudam ao longo das estações.
Para muitos visitantes, a primavera é mágica por causa da floração das cerejeiras. As primeiras chegaram em 1959, como um presente dos cidadãos de Tóquio para Toronto. Geralmente entre o fim de abril e o início de maio, elas criam um clima quase surreal, com moradores e viajantes se reunindo sob as flores rosa e branca. A data muda conforme o tempo: acompanhe as atualizações sobre a floração.
Famílias costumam amar as facilidades do parque. O High Park Zoo é gratuito, pequeno, mas encantador — tem lhamas, bisões, pavões e até capivaras. As crianças adoram o Jamie Bell Adventure Playground, um castelo de madeira onde os pequenos gastam energia brincando. Dá para combinar os dois no mesmo passeio. Para tardes sem pressa, há muitas áreas de piquenique para estender uma manta e aproveitar a tranquilidade do parque.
Se você curte caminhadas, as trilhas são um alívio em relação às ruas movimentadas de Toronto. Há caminhos pavimentados e trilhas de terra; fique nos percursos demarcados para proteger as áreas naturais. Quando bate a fome, eu gosto de parar no Grenadier Café, bem no coração do parque, para um café, um sanduíche ou até uma refeição com calma, sem sair do verde.
É para onde eu vou quando quero reduzir o ritmo, recarregar e mostrar aos viajantes um lado mais relaxado da vida local.
Melhor época para visitar o parque
- Primavera, geralmente entre o fim de abril e o início de maio: para ver as cerejeiras. Manhãs de dias de semana costumam ter menos gente, mas espere movimento durante a floração.
- Verão: para caminhadas na sombra, piqueniques e tempo com crianças no playground.
- Outono: para ver as folhagens coloridas ao longo das trilhas e lagos.
- Manhãs bem cedo ou fins de tarde: em geral, são mais calmos e frescos.
Dicas práticas para sua visita ao parque
- Use calçados confortáveis: o parque é grande e os quilômetros se acumulam rápido.
- Leve água e lanches para piquenique; o Grenadier Café é uma opção prática com mesas no centro do parque.
- Na época das cerejeiras, espere aglomerações nos bosques principais. Chegue cedo para as fotos e prefira o transporte público: durante o pico da floração, carros de visitantes não entram no parque.
- Aos fins de semana e feriados, as vias internas ficam fechadas para carros de visitantes, com exceções de acesso em pontos específicos. Se precisar ir de carro, confira os acessos e estacionamentos na página da Prefeitura.
- No inverno, as trilhas não pavimentadas não recebem manutenção.
21. Unionville
Uma rua principal com construções do século XIX que parece um set de filmagem ao vivo — cafés, boutiques e uma volta tranquila ao redor do lago. Unionville fica em Markham, a cerca de 30 km a nordeste do centro de Toronto. Se você já conheceu os principais pontos da cidade e tem mais tempo no roteiro, vale o passeio para desacelerar e mergulhar num clima histórico.
O que fazer em Unionville
Fundada em 1794, Unionville preserva construções do século XIX e exemplos dos estilos vitoriano e eduardiano ao longo da Main Street. As fachadas de madeira pintadas dividem espaço com lojinhas independentes, restaurantes aconchegantes e sorveterias, sem que o lugar pareça “congelado no tempo”. Normalmente começo no coreto, percorro a rua devagar admirando as fachadas preservadas e paro no café que chamar minha atenção.
O cenário é tão fotogênico que já apareceu várias vezes na televisão: o piloto de Gilmore Girls foi filmado aqui, e a Main Street também aparece em Suits e Schitt’s Creek. Se você é fã de Gilmore Girls, o roteiro de locações do Visit Markham ajuda a encontrar os lugares usados nas gravações. Leve a câmera!
No outono, o Toogood Pond, ali pertinho, convida para uma voltinha tranquila à beira d’água enquanto as folhas pintam a paisagem em tons ricos de amarelo, laranja e vermelho.
Melhor horário para visitar Unionville
Vá em um fim de tarde durante a semana: caminhe pela Main Street, dê a volta no Toogood Pond e depois sente para um jantar cedo na própria rua principal, enquanto as fachadas históricas ficam douradas pela luz do pôr do sol.
Como chegar e planejar o passeio
Trate Unionville como um passeio opcional e sem pressa. Antes de encaixá-lo no roteiro, confira o deslocamento de ida e volta: a área histórica fica a cerca de 2 km ao norte da estação Unionville GO, e o transporte local é feito pela YRT/Viva. Consulte as orientações de acesso da Main Street Unionville e planeje também esse trecho entre a estação e o passeio.
22. Passeio de um Dia às Cataratas do Niágara
Entre os bate-voltas saindo de Toronto, o passeio às Cataratas do Niágara é o que eu mais recomendo. Reserve um dia inteiro: só a ida e a volta de carro levam, em média, quatro horas, e o trânsito pode aumentar esse tempo no verão e nos fins de semana.
Como aproveitar o dia em Niágara
Do lado canadense, você consegue observar a Horseshoe Falls, a American Falls e a Bridal Veil Falls no mesmo percurso. Para chegar perto da água, o passeio de barco da Niagara City Cruises, que muitos ainda conhecem como Hornblower, é uma das minhas atrações favoritas. A névoa molha mesmo, até com a capa oferecida no passeio. O barco funciona por temporada, então confira as datas antes de montar o roteiro.
Para uma experiência mais “pé no chão”, o Journey Behind the Falls leva por túneis até aberturas atrás da cortina d’água e uma plataforma de observação ao pé da Horseshoe Falls. Sempre me lembra o Pica-Pau descendo a catarata em um barril. A atração funciona o ano inteiro.
Com crianças, vale reservar tempo para Clifton Hill, uma rua-parque de diversões com roda-gigante, kart, casas assombradas e jogos de arcade. O Rainforest Café costuma ser um sucesso com os pequenos pelo cenário de floresta e pela tempestade tropical simulada, que acontece aproximadamente a cada 30 minutos. Para uma refeição com vista, gosto do Queen Victoria Place Restaurant, onde você pode comer ou tomar um drink olhando as cataratas. O restaurante abre por temporada.
Quanto tempo reservar e quando ir
Niagara Falls recebe mais de 12 milhões de visitantes por ano, e no verão as filas podem ser longas. Se puder, escolha um dia de semana, evite feriados e procure chegar até as 11h. Escolha também o que é prioridade para o seu grupo. Clifton Hill pode ocupar uma boa parte do dia, enquanto Niagara-on-the-Lake pede um roteiro mais tranquilo.
Manhãs e fins de tarde costumam ter luz mais suave para fotografar. Se quiser ver as cataratas com iluminação colorida, programe a saída para depois de escurecer; a iluminação acontece todas as noites, mas o horário de início muda ao longo do ano.
Como referência, muitas excursões de ônibus saem cedo de Toronto e retornam entre 16h30 e 18h30, dependendo da empresa e do roteiro. Esses passeios seguem horários e paradas definidos; alguns incluem o Relógio Floral, a Usina de Niagara e o Jardim Botânico. Antes de escolher, confira quanto tempo a excursão reserva para as cataratas e se as paradas combinam com as prioridades do seu grupo.
No meu passeio privativo, o roteiro é mais flexível, o deslocamento é mais confortável e você decide onde prefere passar mais tempo. O formato expresso dura cerca de sete horas. Para incluir Niagara-on-the-Lake com tempo para caminhar pelo centro e conhecer a cidade, recomendo o passeio de dez horas. Nos dois casos, o percurso fica no lado canadense. Veja os detalhes dos passeios guiados em Toronto e Niagara Falls.
Vale incluir Niagara-on-the-Lake?
Recomendo fortemente seguir pela Niagara Parkway até Niagara-on-the-Lake, uma das cidades mais charmosas do Canadá. Muitos dos turistas que levei disseram que a cidade foi a cereja do bolo do passeio.
Niagara-on-the-Lake foi a primeira capital do Alto Canadá. Hoje, o centrinho preserva construções do século XIX e reúne jardins, lojas e restaurantes. As vinícolas atraem quem gosta de vinho, mas a parada também vale para quem prefere caminhar sem pressa. Entre as lojas, meu lugar preferido para lembranças elegantes, longe do clichê turístico, é a Serendipity – The Little French Shoppe.
23. Dicas de transporte público
Toronto é super viável sem carro.
- Para deslocamentos dentro da cidade, use a TTC: metrô, bonde e ônibus.
- Para ir e voltar do aeroporto Pearson, use o UP Express.
- Para Niagara Falls e outras cidades da região, use o GO Transit.
- Para viagens mais longas, como Kingston, Ottawa e Montréal, use a VIA Rail.
A Union Station é o principal ponto de conexão no centro entre o metrô, o UP Express, o GO Transit e a VIA Rail.
TTC para circular por Toronto
A TTC atende a cidade de Toronto. A tarifa adulta custa $3,30 com cartão PRESTO ou pagamento por aproximação com cartão de débito, crédito ou carteira digital. Encoste sempre o mesmo cartão ou aparelho ao entrar no metrô ou embarcar: durante duas horas a partir do primeiro toque, as novas entradas e baldeações na TTC não geram outra tarifa. O PRESTO Ticket também inclui essa janela. Em dinheiro, a passagem custa $3,35, mas a regra das duas horas não vale. Confira as tarifas e formas de pagamento da TTC.
Se prefere menos movimento, evite os picos de dias úteis. O fim da manhã, o meio da tarde e a noite, fora dos horários de eventos, costumam ser mais tranquilos.
UP Express para o aeroporto
O UP Express liga Pearson à Union Station em cerca de 30 minutos, com saídas normalmente a cada 15 minutos. Vale a pena principalmente para quem está hospedado perto da Union e viaja com pouca mala.
É uma boa opção para fugir do trânsito na chegada ou na partida. De carro, o trajeto até o aeroporto pode passar de 50 minutos, dependendo do horário.
A tarifa padrão adulta entre Pearson e Union custa $12,35 por trecho. Se o voo chega tarde, confira os horários do UP Express, especialmente o último trem. Consulte também as opções de passagem.
GO Transit e VIA Rail para sair de Toronto
O GO Transit opera trens e ônibus regionais para destinos como Mississauga, Oakville, Hamilton e Niagara Falls. Há serviço de trem o ano todo para Niagara Falls, mas os horários e as conexões mudam. A tarifa depende do trajeto; use o planejador da GO para conferir a rota, os horários e o valor da viagem. Em dias úteis, prefira viajar fora dos picos se quiser menos movimento.
Para trajetos mais longos, como Kingston, Ottawa e Montréal, a VIA Rail oferece assentos confortáveis e Wi-Fi gratuito nessas rotas, com opções Economy e Business. Compare as tarifas com antecedência, porque os preços variam conforme a data e o horário. Consulte a VIA Rail antes de comprar.
Ônibus turístico (Hop-On Hop-Off)
Os ônibus turísticos de dois andares podem ser úteis no primeiro dia, quando a ideia é “mapear” Toronto sem depender de trocas entre metrô, ônibus e bondinho. A rota passa por atrações como a CN Tower, o Distillery District, a Casa Loma e o Harbourfront. Você pode subir e descer nas paradas e organizar as visitas no próprio ritmo.
A City Sightseeing Toronto oferece bilhetes de 24 ou 48 horas. Sem descer, o circuito completo dura aproximadamente 2h15. A frequência varia ao longo do ano; na programação atual, os ônibus passam aproximadamente a cada 20 minutos. Trânsito, lotação, obras e eventos podem aumentar a espera, então confira a programação do dia antes de descer.
24. Internet móvel (opções de eSIM)
Para ficar conectado em Toronto, a opção mais prática que encontrei é usar um eSIM, o chip digital instalado no celular. Dá para preparar tudo antes de embarcar, sem precisar procurar um chip físico na chegada.
Quando viajo, costumo usar Airalo ou Roamless, que funcionam bem no Canadá e permitem comprar mais dados pelo aplicativo.
Antes de comprar, compare a quantidade de dados, a validade e a cobertura do plano para o seu roteiro. Confira também a moeda da cobrança.
- Confirme se o celular aceita eSIM e está desbloqueado para outras operadoras.
- Instale no Wi-Fi antes da viagem, seguindo as instruções do plano, e confira quando a validade começa.
- Na chegada, selecione o eSIM para os dados móveis e desative o roaming de dados da linha brasileira.
- Você pode continuar usando o WhatsApp com seu número habitual.
- Para fazer o pacote render, desative atualizações automáticas e backups na rede móvel e baixe o mapa de Toronto no Google Maps para usar offline.
25. Aluguel de carro em Toronto
Para visitas curtas a Toronto, normalmente não é necessário alugar carro; transporte público e apps de transporte dão conta. Mas se você precisar, abaixo estão algumas dicas sobre reserva, documentos, seguros e pedágios.
Reserve com antecedência e onde reservar
Pesquisar e reservar com antecedência pode ajudar a encontrar preços mais baixos e mais opções de carros. Use comparadores como o Rentcars ou o Rentalcars, ou consulte diretamente as locadoras. Compare o valor total e as condições de cancelamento antes de fechar a reserva.
O que você precisa na retirada
- Carteira de motorista válida: leve a CNH física. Para visitas de até três meses, Ontário aceita a habilitação válida do país de origem, mas confirme com a locadora se ela pede tradução ou Permissão Internacional para Dirigir (PID).
- Passaporte.
- Cartão de crédito em nome de quem faz a locação, com limite disponível para a caução (pré-autorização). Confirme com a locadora as bandeiras aceitas e o valor que ficará bloqueado.
Custos e seguros
É importante ter proteção contra danos e roubo do carro. Antes de contratar, confira o que já está incluído na reserva ou nas coberturas do seu cartão. As proteções chamadas CDW/LDW podem reduzir ou dispensar sua responsabilidade por danos ou perda do veículo, conforme o contrato; verifique a franquia e as exclusões.
Os extras opcionais (como proteção contra riscos, vidros ou parte inferior do carro) costumam ser caros e, para mim, geralmente não valem a pena — as poucas vezes que contratei seguro para esses extras opcionais foi devido ao trajeto ou contexto da viagem.
Dirigindo em Toronto
A rodovia 407 ETR é pedagiada de forma totalmente eletrônica. A cobrança vai para a locadora, que repassa o valor conforme o contrato. Ela pode chegar meses depois da viagem, então não conte com o pagamento no balcão ao devolver o carro.
26. Seguro viagem (Você Precisa de Seguro Viagem Para o Canadá?)
Minha recomendação é fazer um seguro viagem ao vir para Toronto. O sistema público de saúde do Canadá não cobre gastos médicos de visitantes, e até um atendimento de emergência pode sair caro.
Por que o seguro vale a pena
No Sunnybrook, em Toronto, a taxa inicial de atendimento na emergência para quem não reside no Canadá é de $800. Exames, ambulância e outros serviços podem ser cobrados à parte. O seguro é um “paraquedas” que protege você dos grandes sustos que ninguém quer encarar nas férias.
O que conferir nas coberturas
Os planos variam. Antes de contratar, confira quais destas situações estão cobertas, os limites de indenização e as condições para acionar o seguro:
- Emergências médicas, hospitalares e odontológicas.
- Atrasos ou cancelamentos de voos que bagunçam o roteiro.
- Bagagem perdida, atrasada ou danificada.
- Cancelamento ou interrupção da viagem por doença ou outros imprevistos previstos na apólice.
Atenção às exclusões
- Condições médicas preexistentes: confira as regras para doenças que você já tem e responda corretamente às perguntas da seguradora.
- Atividades de alto risco: se pretende praticar esportes radicais ou fazer turismo de aventura, confirme se a atividade está coberta ou exige uma proteção adicional.
Como contratar
Verifique se o seu cartão de crédito já oferece seguro viagem, quais são as coberturas e o que é necessário para ativá-las. Pode ser preciso pagar a passagem com o cartão e emitir o bilhete do seguro antes de viajar.
Se o cartão não oferecer seguro ou a cobertura não atender à sua viagem, contrate uma apólice independente. O preço varia conforme a idade do viajante, a duração da estadia e as coberturas escolhidas.
Compare preços e coberturas em sites como ComparaOnline ou Comparar Seguro Viagem.
Dicas práticas
- Tenha sempre o comprovante da apólice (digital e impresso).
- Salve os telefones da central de assistência do seguro no celular.
- Compre com antecedência: você ganha tempo para comparar coberturas e pode aproveitar promoções.
- Se precisar usar o seguro, entre em contato com a central para receber orientação. Em uma emergência grave, procure atendimento imediatamente e avise a seguradora assim que possível.
Toronto te espera!
Toronto é um mundo inteiro dentro de uma única cidade. Depois de tantas dicas, espero ter ajudado você a decidir o que fazer em Toronto na sua viagem!
Se você quer uma viagem feita sob medida, eu posso ajudar.
Eu planejo passeios e experiências personalizadas que misturam os grandes ícones com descobertas que você dificilmente encontraria por conta própria, sempre no seu ritmo, de acordo com seus interesses e as memórias que você quer levar para casa.
Toronto já me deu tantas histórias ao longo dos anos e eu adoraria que você criasse as suas. Quando estiver pronto, fale comigo — será um prazer planejar sua viagem.
